BRASÍLIA - A Defensoria Pública da União irá protocolar na tarde desta segunda-feira uma recomendação ao Ministério da Educação (MEC) para que seja anulada a prova do Enem aplicada no último sábado. Em seu texto, o defensor público Ricardo Salviano dá o prazo de dez dias para que o MEC aceite a recomendação. Caso contrário, a recomendação, que é um documento extra-judicial, dará origem a uma ação civil coletiva, com a qual a defensoria entrará na Justiça Federal em nome do conjunto de candidatos que fizeram a prova.
Na ação, será pedida a marcação de uma nova data para que todos possam refazer o exame, e não apenas os que se sentiram prejudicados pelas falhas identificadas no cabeçalho dos cartões de resposta, invertendo a ordem das provas.
As provas aplicadas a 3,3 milhões de candidatos apresentaram erros que podem prejudicar os estudantes. Vinte e um mil cadernos de prova amarelos apresentaram erro de montagem e não continham todas as 90 questões aplicadas nos sábado. Não se sabe ainda quantos candidatos foram prejudicados por esse problema, já que em cada local de aplicação há uma reserva técnica de 10% dos exames que permitiria a troca do material defeituoso.
Fonte: O Globo
Fonte: O Globo
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