Mais uma dor de cabeça à vista para o governador Sérgio Cabral: professores e técnicos-administrativos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) devem cruzar os braços, outra uma vez – a quarta este ano – no próximo dia 19 de maio. A decisão sobre a greve acontece durante assembléia na próxima quinta-feira (06). As principais reivindicações são: reajuste salarial de 82% referente a perdas; melhores condições de trabalho e a devolução por parte do Governo Estadual da verba de R$ 10 milhões dada pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) à Uenf.
O presidente da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf), Marcus Pedlowski, informou que haverá audiência da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), quando serão avaliadas as reivindicações dos profissionais da Uenf e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Depois, acontecerá ato público nas escadarias do Palácio Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro.
Outra paralisação – No último dia 29, uma paralisação deixou cinco mil alunos sem aulas na Uenf. O movimento grevista, na ocasião, contou com a adesão dos servidores da Uerj.
Pedlowski disse que existe a possibilidade de a nova greve, marcada para o dia 19 de maio, ser por tempo indeterminado. Segundo o sindicato, o governador Sérgio Cabral havia prometido, em fevereiro deste ano, que anunciaria um reajuste salarial no mês de março. Porém, voltou atrás, sob alegação de que o Estado pode perder receita com a questão da nova partilha dos royalties do petróleo.
3 comentários:
Cabral não precisa de desculpas. Seria muito bom conseguir tudo que queremos, mas sabemos que não é assim.
Quanto aos royalties, com certeza faz diferença na economia do Rio. Recebemos hoje R$ 5,3 bilhões de royalties, se aprovada a nova emenda, receberemos apenas R$ 1,7 bilhão. Ou seja, ainda haveria uma perda de R$ 3,6 bilhões.
É muito bom ver o trabalhador reivindicar seus direitos. O que me deixa pensativa é que ninguém se importa com os estudantes que ficam no meio desta confusão.Alguém já parou pra pensar quantos alunos da uenf são de outras cidades e pagam aluguel aqui em Campos? Será que eles vão receber ajuda de custo durante esse período que mesmo sem aula não podem romper o contrato imobiliário?...pois eh...
Sou aluno da UENF e sinto na pele os impactos das paralisações. Por outro lado, entendo a indignação dos professores e funcionários. A UENF é um grande centro de formção de profissionais, e está perdendo bons professores.
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