Ilsan Vianna disse que seu compromisso é com o povo que a elegeu


Em sessão concorrida, com direito a casa cheia, a vereadora Ilsan Vianna (PDT) debutou ontem na Câmara Municipal de Campos diante de colegas com ânimos exaltados. Até mesmo vereadores que não se faziam presentes com tanta assiduidade, decidiram aparecer, como foi o caso de Jorginho Pé no Chão (PTdoB) que, embora tenha surgido, ficou pouco mais de uma hora e meia e logo deixou a plenária em companhia do vereador Marcos Bacellar (PTdoB).

Com a Câmara lotada, até mesmo o presidente da Casa, Nelson Nahim (PR) teve dificuldade para controlar os ânimos dos vereadores que concorreram minuto a minuto o microfone para apresentar projetos, discutir pautas e requerer informações. O vereador Altamir Bárbara (PSB) chegou a declarar que os “colegas” estavam querendo se aproveitar da situação e aparecer demais. “Tem muita gente aqui que nunca tinha visto fazer uso da palavra e hoje falou, assim como muita gente que aqui está prestigiando a sessão. Teve gente que trouxe até torcida para a plateia”, disse se referindo a vereadora novata, Ilsan Vianna.

Entre um elogio e outro à vereadora, vários projetos e requerimentos entraram na pauta do dia, entre eles o tema colocado pelo vereador Abdu Neme (PSB) com relação a área desapropriada pela Prefeitura de Campos para a construção do Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop) que abrigará entre outras coisas, o sambódromo municipal. Abdu solicitou do líder do governo na Câmara, o vereador Magal (PMDB) explicações com relação a desapropriação bem como o valor pago pela prefeitura, estudo do impacto ambiental e a quem pertencia a área. Segundo Magal, as informações de solicitação serão esclarecidas na próxima sessão. “O governo não vai se negar, em momento algum, a prestar qualquer informação a esta casa, seja ela qual for”, declarou.

Outra questão levantada pelo vereador Abdu diz respeito as crianças de Campos que buscam educação no vizinho município de Quissamã, alertando à Comissão de Educação da Câmara para o assunto. De acordo com o vereador, moradores de São Martinho, Retiro, Canal das Flechas e outras localidades que fazem divisa com Quissamã, estão tendo que se locomover até a cidade vizinha para buscar ensino por falta de unidades escolares próximas as suas casas.

Procurada, a secretária municipal de Educação, Joilza Rangel esclareceu que as escolas de Campos contam com vagas, no entanto, famílias que moram na divisa dos municípios optam por Quissamã e até mesmo Cardoso Moreira pela proximidade e facilidades, como é o caso do transporte escolar do vizinho município de Quissamã, que busca alunos em localidades limítrofes, como Canal das Flechas e Retiro. “Existem sim casos de crianças de Campos que estudam em municípios vizinhos, como Cardoso Moreira e Quissamã, mas isso se dá por opção dos pais. Já solicitei ao secretário de Quissamã (Arnaldo Matoso) o levantamento da quantidade de crianças que são de Campos e as séries em que se encontram, porém as escolas de Campos tem vagas para atender a demanda”, concluiu a secretária.

Ilsan agradeceu a plateia e dedicou o mandato ao povo

Em seu discurso, a vereadora Ilsan Vianna fez questão de agradecer a presença dos amigos na plateia e reafirmou seu compromisso, dizendo que vai honrar cada um dos 7.166 votos conquistados nas últimas eleições e que seu mandato será pautado na moralidade.

O vereador Rogério Matoso (PPS) declarou que estaria requerendo à Defesa Civil Municipal informações sobre o quantitativo de famílias que hoje vivem em áreas consideradas de risco em Campos, com o objetivo de evitar uma tragédia como a ocorrida no Rio de Janeiro e que ocasionou a morte de mais de 200 pessoas.

Magal pediu a parte para explicar o porque de não terem sido entregues as 2.500 casas com conclusão prevista para a primeira etapa do Governo Rosinha. “Temos hoje no município 512 famílias vivendo no aluguel social custeadas pela prefeitura, além de muitas outras cadastradas junto a secretaria de Promoção Social. Ainda não conseguimos entregar as casas porque no ano passado as obras foram suspensas devida a processos na Justiça voltando ao ritmo normal logo depois ao constatar que tudo estava em conformidade com a lei. Por esse motivo, ainda não entregamos as 2.500 moradias previstas para o começo do governo, mas a previsão das 5.100 iniciais e o total de 10 mil casas até o final da gestão da prefeita Rosinha está mantido”, disse o líder do governo.