Do Blog do Thiago Ferrugem
Em entrevista ao portal iG, o agora pré-candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho destacou que a ex-ministra Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, vai subir no seu palanque no Rio. Garotinho aproveitou também para ironizar o atual (des) governador Sérgio Cabral: "Ele se estressa muito com palanque duplo".
iG:O que o senhor achou da declaração da Dilma de que o palanque do PT é do Sérgio Cabral?
Garotinho: O que ela disse é que o palanque do Cabral é do PT. Ela, a campanha dela, terá outros palanques. Dilma separou o PT da sua campanha.
iG:O senhor acha que ela vai subir no seu palanque, então?
Garotinho: Bom, até os jornais estão dizendo hoje que ela deu a entender que teria o segundo palanque e que este seria o meu. Que ela ficou em cima do muro.
iG:O senhor acha que o Cabral e o PMDB no Rio se sentem ameaçados por conta da sua proximidade com Dilma?
Garotinho: Veja bem, o governador Sérgio Cabral ou superestima a minha capacidade ou subeestima a dele. Porque ele tem o apoio quase que unânime dos deputados estaduais, ele tem quase que a totalidade dos prefeitos recebendo verba do Estado. Tem o apoio do PT, além do PMDB, do PSB do PCdoB e outros peixes. Ele está com medo de um candidato de 57 segundos na televisão? Eu só tenho 57 segundos na televisão.
iG:Quando o senhor falou de palanque duplo no Rio, Cabral chegou a mostrar irritação.
Garotinho: Ele é muito estressado, fica estressado à toa. Na verdade, O Sérgio Cabral não quer oposição. Quer disputar sozinho. Por isso convenceu o Lindenberg Farias a abrir mão da candidatura ao governo, trabalha para o Fernando Gabeira desistir, e para que eu fique sem partido nenhum e sem tempo de televisão.
iG:Por quê?
Garotinho: Porque ele tem medo do debate. Ele fez um governo fraco. As pesquisas mostram que os governadores que disputam a reeleição, fora Yeda Crusius (PSDB) que teve problema, o Sérgio Cabral tem o pior desempenho. No ranking do Datafolha, ele só ganha do José Roberto Arruda (ex-DF) e da Yeda. Então, ele não quer debate, quer ganhar sem disputar. Aí é muito fácil, né?
iG:O senhor acha que sua candidatura pode ajudar à Dilma?
Garotinho: As pesquisas dizem que sim. Antes de ser lançado candidato, eu tinha 25%, de um eleitorado de 11 milhões e meio, sem ter me lançado ainda. São quase três milhões de votos. Pode ajudar, né? |
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