Tem razão a colunista do EXTRA, Berenice Seara quando questiona sobre o paradeiro das primeiras-damas do Estado, Adriana Ancelmo Cabral; da cidade do Rio, Cristine Paes; e de Niterói, Cristina Silveira. A jornalista lembra que tem gente com saudades de Dona Zoé Chagas Freitas, que na época em que Chagas Freitas foi governador criou a Obra Social do Estado.
Pode até não parecer, mas as primeiras-damas do Estado e da cidade do Rio presidem as respectivas obras sociais. No caso estadual vale até relembrar que a instituição se chamava VIDA – OBRA SOCIAL, mas a mulher de Cabral mandou logo mudar para RIO SOLIDÁRIO, alegando que o nome anterior fazia as pessoas lembrarem de Rosinha. Uma bobagem imensa. Rosinha ficou pouco tempo na VIDA – OBRA SOCIAL, porque assumiu a secretaria de Ação Social, no lugar de Benedita e depois foi eleita governadora.
Mas numa hora dessas de tragédia, realmente espanta a falta de solidariedade das primeiras-damas. Mas se vocês me permitirem, mesmo sem procuração de Sérgio Cabral, vou justificar a ausência de Adriana Ancelmo Cabral.
A jornalista Berenice Seara não deveria estranhar a ausência de Adriana. Precisa se lembrar que o dia só tem 24 horas e a mulher de Cabral é muito ocupada. Ela tem que cuidar dos interesses dos seus clientes do escritório de advocacia, onde é a sócia majoritária. Afinal dar conta de tantos contratos – muitos com o Estado – do Metrô, Supervia, Grupo Facility e outros menos renomados toma muito tempo. Fora o lobby que tem que fazer ao pé do ouvido de Cabral para ele assinar os contratos que lhe interessam e beneficiam seus clientes. As horas que sobram, todos sabem, que ela tem vocação para socialite e se dedica a coquetéis, jantares, chás e desfiles de moda.
Ainda querer que ela coloque o pé na lama com seus sapatos Christian Louboutin, de R$ 5 mil é exigir demais da moça. No dia em que grife Prada lançar galochas com cristais Swarovski quem sabe ela põe o pé na lama. Me refiro à lama que desce das encostas, porque ela está enfiada na lama até à cabeça, mas é lama de outra natureza.
Em tempo: Quanto à prefeita de São Gonçalo, que ela apropriadamente nomeia como (Des)Aparecida Panisset, essa sumiu há muito tempo. Os moradores de São Gonçalo já estão acostumados a não ter prefeita.
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