A visita ontem, do governador Sérgio Cabral com Eduardo Paes à tiracolo, ao terreno do antigo complexo penitenciário de Frei Caneca não passou de mais uma jogada de marketing, para tentar iludir a população. Cabral quer agora, convencer as pessoas, que depois de tanta omissão e descaso, está agindo e fazendo a sua parte para aliviar o sofrimento de quem perdeu tudo na tragédia da chuva.
Vamos aos fatos:
1 – Pra começar o terreno da Frei Caneca já poderia ter um conjunto habitacional. Para quem não lembra, Rosinha, no seu último ano de governo (2006) implodiu a primeira parte do complexo penitenciário. A parte que ficou faltando foi porque uma parte do complexo ainda não estava desativada, como o Hospital Central Penitenciário. Num acordo feito na época com o prefeito Cesar Maia, o terreno seria destinado à prefeitura justamente para construir moradias populares.
2 – Cabral só fez implosão, do que restou dos presídios, no mês passado, agora em março. Teve três anos e três meses para concluir a implosão, limpar o terreno e construir os prédios. Não fez nada.
3 – A visita ao terreno, ontem, ganhou destaque no site da assessoria de comunicação de Cabral, com direito a foto típica de figuração. Cabral e Paes olham para uma maquete e apontam, como se obra fosse uma realidade. A assessoria ainda divulgou fotos de operários trabalhando. Deveria esclarecer que são funcionários da empresa que está retirando o entulho da implosão.
4 – Só ontem, a Caixa lançou o edital para a escolha da empresa que vai construir as casas. Nem existe ainda o projeto aprovado. Segundo a empresa que faz a remoção do entulho, a conclusão do trabalho só acontecerá em 3 meses. Ou seja, se não houver nenhum contratempo, a terraplanagem não vai começar antes de agosto.
Está na hora de Cabral e Paes pararem de brincar de figurantes posando para fotos em cenas montadas; pararem de falar besteiras; pararem de demagogia; e agirem com seriedade e com respeito com a população e principalmente com as vítimas da tragédia.
Escrito pelo ex governador Garotinho
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