A destinação de 50% dos recursos obtidos a partir da extração do petróleo da camada pré-sal para a educação, defendida pela plenária final da Conferência Nacional de Educação (Conae), encerrada, dia 1º em Brasília, deverá ter desdobramento, durante a semana, com discussões no Congresso Nacional.
Do percentual proposto, 30% ficariam com a União para investimento em educação profissional e superior e 70% com estados e municípios para aplicação na educação básica. O assunto ganhou repercussão na imprensa nacional sexta-feira, como uma das pautas mais importantes da Conae.
Investimento – A reivindicação é defendida pelas duas das principais entidades que representaram os estudantes na conferência. São a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasiliera de Estudantes Secundaristas (Ubes) que esperam que a proposta não fique apenas no papel.
O presidente da UBES, Ian Ivanovicht entende que “não dá para acontecer com o pré-sal o que aconteceu com a borracha, com o ouro e o pau-brasil, bens que geraram muita riqueza, mas riquezas muito mal distribuídas. E para nós distribuir bem riqueza é investir em educação”.
PNE novo – “Também vamos seguir lutando por bandeiras históricas como eleição direta para diretor, maior financiamento do Estado nas universidades, ampliação das vagas nas universidades e fim do vestibular”. A primeira diretora de políticas educacionais da UNE, Laís Gouveia, também defende a proposta.
Ela diz que a destinação de 50% dos recursos do pré-sal para educação é de fundamental importância para a entidade, além da reforma universitária e do aumento da participação dos estudantes na elaboração do Plano Nacional de Educação. “A gente quer fazer um PNE novo e que tenha participação de toda a sociedade”, acentua. As propostas aprovadas na Conferência Nacional de Educação servirão de diretrizes para a construção do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que irá vigorar de 2011 a 2020. (ABr).
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