A euforia dos cariocas com a esolha do Rio como sede das Olimpíadas não contava com a Câmara
Toda a euforia com a escolha do Rio de Janeiro para ser a sede das Olimpíadas de 2016 pode ter ficado na Câmara dos Deputados na última quarta-feira. Com a iminente redistribuição dos royalties, alguns prejuízos já estão sendo contabilizados. Um deles está ligado aos preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016, na Cidade Maravilhosa.
Somente a Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, terá um prejuízo anual de R$ 245 milhões, o que já se sabe, vai prejudicar as metas de despoluição prometidas para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Em uma palestra na PUC, universidade do Rio de Janeiro, no dia seguite à sessão no Congresso, Cabral falou de alguns problemas que a medida vai acarretar, citou entre eles, duas competições esportivas. “A repercussão da aprovação dessa emenda é de fechar o estado. Esquece Olimpíadas, esquece Copa do Mundo, esquece tudo. Acabou o estado. Não estou de brincadeira, não. Cabo Frio, que recebe R$ 350 milhões/ano, passará a receber R$ 1 milhão, Macaé, onde todo o teatro de operações do petróleo, que recebe R$ 500 milhões, R$ 600 milhões/ano, terá apenas R$ 2 milhões. É uma brincadeira de mau gosto”, declarou o Governador Sérgio Cabral.
O problema, que pode trazer prejuízos para a realização dos Jogos Olímpicos foi levantado pela secretária do meio-ambiente Marilene Ramos, que alertou para a possibilidade de os projetos de sua pasta poderem parar, o que faria com que o Estado deixasse de cumprir todos seus serviços. “Praticamente todos os nossos projetos que estão em andamento teriam de ser paralisados, tais como universalização da rede de esgotos, reordenamento dos lixões e aterros sanitários, drenagem de bacias e rios, e o principal: a despoluição da Baía de Guanabara, o que faria com que deixássemos de cumprir as metas para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016”, afirmou.
Principal fonte de renda da Secretaria de Meio Ambiente, representando 70% do bruto arrecadado anualmente, o Fundo de Conservação do Meio Ambiente (Fecam) estaria seriamente comprometido caso a emenda entrasse em vigor. Com a emenda, este montante passaria de R$ 250 milhões para apenas R$ 5 milhões, o que, segundo a secretária, daria apenas para distribuir “cartilhas” sobre o meio ambiente. “Acordei chateada com as perspectivas negras para a área ambiental do Rio de Janeiro. Esta emenda é uma ameaça para nós, além de ser inconstitucional e afrontar a legalidade. Se o estado perder estes royalties, não teremos onde buscar recursos”, lamentou Marilene.
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