Rosinha luta em defesa dos royalties,Cabral chora e quer ganhar nome




O governador Sérgio Cabral, com o apoio da mídia, quer convencer as pessoas que é aquilo, que na verdade todos sabem que ele não é: o líder da reação do Rio contra as perdas dos royalties.

É mais uma jogada de marketing para construir um personagem de ficção. Cabral, na verdade liderou sim, mas a derrota do Rio na Câmara, com suas atitudes destemperadas, ofensas a parlamentares e ameaças, sem que em momento algum sentasse para negociar uma questão vital para o nosso estado.

Após a derrota, a sua reação foi exatamente, o que não se espera de um líder, ao cair no choro, fragilizado emocionalmente. Enquanto ele chorava, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho mobilizava a população do norte-fluminense e liderava a reação do Rio, ao lado dos manifestantes que fecharam a BR – 101.

Naquele dia, quinta-feira, mostrei aqui no blog, que Rosinha ligou para Cabral propondo uma grande manifestação no Rio e lhe disse, que essa era a condição que os manifestantes da BR – 101 impunham para liberar a estrada. Cabral, inseguro, é bom que se diga, chegou a ponderar que não sabia se isso daria certo, mas acabou concordando.

Quando foi alertado, na manhã de sexta-feira, que o seu choro não estava comovendo a população como esperava e que pelo contrário, passou para as pessoas uma imagem de fraqueza, enquanto as pessoas viam na atitude de Rosinha, uma postura de liderança, Cabral colocou em ação a sua máquina de propaganda, para tentar consertar o estrago. Mostrei aqui no blog, que o seu subsecretário de Comunicação Social, Ricardo Cota e sua assessora de Comunicação, Valéria Blanc ligaram para editores e colunistas orientando como deveria ser a cobertura jornalística, de modo a “vender” para a população que Sérgio Cabral é que estava à frente da reação do Rio.

No sábado, marcou uma reunião, onde fez questão de mandar um helicóptero apanhar Rosinha, em Campos só para que ela participasse junto com outros prefeitos, autoridades, representantes da sociedade civil e lideranças sindicais e empresariais. Nada se decidiu na reunião, que serviu apenas para bater uma foto e para o governador posar para imprensa como líder do movimento. Nenhum dos convidados pôde sequer responder a perguntas dos jornalistas, por ordem da assessoria de Cabral.

Agora está cobrindo a cidade com faixas convocando para a manifestação, onde de forma antiética coloca a logomarca do seu governo, para que as pessoas se convençam de que a manifestação é do seu governo, quando não é. A manifestação é de todo o Rio.

Nós estamos apoiando uma manifestação em defesa dos interesses do Rio. Não uma demonstração de apoio ou solidariedade ao governador Sérgio Cabral, que é o responsável pela nossa derrota na Câmara. Me preocupa, que a mídia esteja mais preocupada em defender Cabral, do que o nosso estado, num momento crucial como esse.

Já disse aqui, que não é hora para interesses político-eleitorais, muito menos para fazer politicagem. Mas, está mais do que claro, que Cabral está muito mais interessado em fazer um ato para melhorar a sua imagem, do que para defender os interesses do Rio. Não é hora de tentar enganar mais uma vez as pessoas. Com essa tática, o Rio sofreu a derrota na Câmara, se Cabral em vez de agir com seriedade continuar só preocupado com a sua imagem, o povo do Estado do Rio é quem vai perder e aí não há mídia, que consiga salvar a pele do governador no julgamento popular.

O movimento de reação e de defesa do Rio é de todos nós.

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